quinta-feira, 14 de abril de 2011

É incrível. Dias passam, horas mudam, e parece tudo voltar no mesmo lugar.
Hoje eu passei a tarde de acompanhante da minha avó. É triste e deprimente ver a situação de um hospital público. Hoje dou graças a Deus por meu pai ter um emprego e um plano de saúde.
No horário de visitas, é recomendado não ter muitos visitantes. Resolvi então comer algo, pra poder ficar a tarde toda ao lado da minha teimosa, sem nenhum problema.
A bateria do meu celular resolveu acabar. Música então, nem em sonho. Decidi passar no mercado, comprar algo. Parei num Rei do Mate, e pedi meu cappuccino. De repente um sentimento, aquele mesmo, me invadiu. Chega de nostalgia. Não posso mais viver com isso. 
Saí dali comendo uma pacote desses de batata assada industrial. Com isso me deu sede. Resolvi tomar uma Coca-Cola. QUE DELICIA *-*. Depois disso até me senti animada em continuar.
Passei a tarde alternando entre conversas com pacientes(incluindo minha avó) e acompanhantes e a minha revista(emprestada) piauí. Minha mãe chegou para ficar no meu lugar. Agora é minha hora de ir descansar.
Meu tio me esperava do lado de fora pra vir me trazer. No caminho, ele resolveu tomar um refrigerante. Me comprou um Toddynho até *-* (hihi). E logo ali, de volta, aquela lembrança. Não consigo mais lidar com isso. Me torna fraca. 
No caminho, meu tio veio conversando comigo. Vejo nele uma mistura de pai, amigo e irmão. Confio demais nele. Pela primeira vez falei pra alguém sobre aquilo que me incomodava. Senti que ia chorar. Acho que ele percebeu, e logo mudou de assunto. Ambos estamos na mesma situação. É triste. Ele não sabe, mas eu o entendo mais do que gostaria, porque isso dói demais.
Finalmente chego no meu destino. Uma cama é tudo que eu preciso. Meu corpo não aguenta mais. Minha mente simplesmente para. Estou exausta. Deitei no sofá, e tirei um leve cochilo. E aquele peso na consciência  aparece no meu sonho. Na verdade, devo considerar um pesadelo. Acordei assustada.
Resolvi tomar um banho. Passei mal. Terminei logo pra voltar pra cama. Chegando lá, comecei a mexer no meu celular, e minha linda me ligou. Comecei a conversar com ela, pra me distrair. E funcionou. Comecei a contar sobre coisas que aconteceram, e tentei mostrar algo bom que tivesse acontecido.
De repente uma luz surgiu sobre mim. Sim, eu achei a solução. Todo aquele dia perdido. Desnecessário; Em apenas alguns minutos, eu percebi que nada mais era necessário. Eu achei meu anjo. O motivo do meu sorriso, a minha vontade de respirar. Lembrei daquela voz, linda, que me fez vibrar. Aquela mesma voz que me fez sonhar, que me fez sorrir feito boba o tempo todo, que me fez usar uma voz super tosca, porque eu estava emocionada. Aquela mesma doce e linda voz que eu queria poder continuar ouvindo, e ouvindo, e ouvindo. E aquele é o timbre perfeito pra mim. Esse timbre é o meu presente de Deus. Minha cantiga de ninar, meu tudo. E agora eu sei que esse sentimento ruim não vai mais me perturbar, pois eu tenho algo mais forte do que toda aquela lembrança ruim. Hoje eu tenho um AMOR que traz sentindo a minha vida. E que a cada dia que passa, me torna mais forte.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

novidade.

"Nunca senti algo assim".
Típica frase de garota apaixonada. Acho eu mesma já devo ter dito isso alguma vez. 
Porém, pensar é diferente de sentir.
Sentir isso é bom. Eu diria até que é excepcional.
Aquele momento em que entro no ônibus, e me pego sorrindo. Todos a minha volta me olhando.
Acho que eles tentam entender porque meu sorriso não some. É simples. AMOR.
E essa novidade é o que me agrada. Parece que nenhuma palavra descreve.
E a insanidade disso tudo não me abala. É loucura. Mas eu não quero mesmo ser normal.
Por ele eu aceito qualquer camisa de força. Basta a presença.
E tragam-na logo, por favor. Porque ou estou louca, de amor, ou fico louca pela distancia.

(E mesmo na distancia, eu consigo te sentir aqui)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando eu tiver minha filha, vou ensinar a ela que príncipes encantados existem sim, mas não como nos livros, como nos contos de fadas. O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes não tem um cavalo, ou até um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você. O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas, roupas de gala, pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoa-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil, e trata-lá com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa. Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil, não irei iludi-la, como fizeram comigo. E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe, de pai. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

já não sei.

Hoje, pela manhã, estava eu entediada por não ter o que fazer. De repente me desceu uma inspiração, e eu comecei a criar um novo post. E a cada palavra, tudo parecia cada vez mais vivo dentro de mim. Mas depois, eu já não senti mais vontade de compartilhar aquilo. Eu não mudei nenhum daqueles sentimentos. Eu sinto tudo da mesma forma. Mas de repente é como se não fosse mais a mesma coisa, mesmo sabendo que é. Esse sentimento de confusão NÃO SAI. É uma saudade que dói, machuca. Mas é gostosa. E parece que viver sem ela não vai mais ser a mesma coisa. Essa insanidade que me persegue, me permite continuar sã. A complexidade que torna tudo simples, complica o que é normal. Mas um dia isso vai ter concerto. Não terá volta, mas vai ter sentido. E eu espero que essa razão consiga me soltar. Não aguento mais ficar presa a esta loucura.

quarta-feira, 16 de março de 2011

sentido?

Hoje eu li um blog. Vi sua complexidade, analisei. Compreendi que é possível achar, onde menos se espera, uma resposta. Pode parecer estranho, mas tudo que eu li ali, eu entendi, eu aceitei. Parecia a minha realidade. Me senti até inspirada a escrever. A principio eu tinha um tumblr. Mas ali virou local de post engraçados, ou românticos. Mas o que eu sinto vai além do simples, além do dimensionavel. Pode ser que alguém leia, pode ser que alguém entenda. Porém, só o fato de aliviar toda a dor, todo o peso, já me basta. Um amigo, um ombro, isso sempre é agradável. Mas bom, de fato, não é. Eu não preciso ouvir o que me agrada, o que me consola. e preciso da verdade, do que me faça bem de verdade. Eu preciso reorganizar meus sonhos, minhas metas. Preciso mentalizar meu objetivo, reorganizar minha vida. As pessoas ficam se perguntando "De onde viemos, para onde vamos, e o que devemos fazer?" Neste momento, a unica pergunta que me sonda é "Quem eu sou?". Parece tão simples. Mas ao mesmo tempo é tudo tão complicado. Quando eu pareço aprender todas as respostas, a vida vem e muda todas as perguntas que eu tinha. E o sentimento que me invade, um sentimento de mudança, de busca, de curiosidade, esse sentimento não vai embora. Eu preciso descobrir minhas perguntas, achar uma razão pra tudo isso, e correr atrás das minhas respostas. E eu sei, eu sinto, enquanto esse fantasma me assombrar, não vai haver motivo para existir.