segunda-feira, 21 de março de 2011

Quando eu tiver minha filha, vou ensinar a ela que príncipes encantados existem sim, mas não como nos livros, como nos contos de fadas. O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes não tem um cavalo, ou até um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você. O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas, roupas de gala, pra ser um príncipe. Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoa-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil, e trata-lá com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa. Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil, não irei iludi-la, como fizeram comigo. E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe, de pai. 

sexta-feira, 18 de março de 2011

já não sei.

Hoje, pela manhã, estava eu entediada por não ter o que fazer. De repente me desceu uma inspiração, e eu comecei a criar um novo post. E a cada palavra, tudo parecia cada vez mais vivo dentro de mim. Mas depois, eu já não senti mais vontade de compartilhar aquilo. Eu não mudei nenhum daqueles sentimentos. Eu sinto tudo da mesma forma. Mas de repente é como se não fosse mais a mesma coisa, mesmo sabendo que é. Esse sentimento de confusão NÃO SAI. É uma saudade que dói, machuca. Mas é gostosa. E parece que viver sem ela não vai mais ser a mesma coisa. Essa insanidade que me persegue, me permite continuar sã. A complexidade que torna tudo simples, complica o que é normal. Mas um dia isso vai ter concerto. Não terá volta, mas vai ter sentido. E eu espero que essa razão consiga me soltar. Não aguento mais ficar presa a esta loucura.

quarta-feira, 16 de março de 2011

sentido?

Hoje eu li um blog. Vi sua complexidade, analisei. Compreendi que é possível achar, onde menos se espera, uma resposta. Pode parecer estranho, mas tudo que eu li ali, eu entendi, eu aceitei. Parecia a minha realidade. Me senti até inspirada a escrever. A principio eu tinha um tumblr. Mas ali virou local de post engraçados, ou românticos. Mas o que eu sinto vai além do simples, além do dimensionavel. Pode ser que alguém leia, pode ser que alguém entenda. Porém, só o fato de aliviar toda a dor, todo o peso, já me basta. Um amigo, um ombro, isso sempre é agradável. Mas bom, de fato, não é. Eu não preciso ouvir o que me agrada, o que me consola. e preciso da verdade, do que me faça bem de verdade. Eu preciso reorganizar meus sonhos, minhas metas. Preciso mentalizar meu objetivo, reorganizar minha vida. As pessoas ficam se perguntando "De onde viemos, para onde vamos, e o que devemos fazer?" Neste momento, a unica pergunta que me sonda é "Quem eu sou?". Parece tão simples. Mas ao mesmo tempo é tudo tão complicado. Quando eu pareço aprender todas as respostas, a vida vem e muda todas as perguntas que eu tinha. E o sentimento que me invade, um sentimento de mudança, de busca, de curiosidade, esse sentimento não vai embora. Eu preciso descobrir minhas perguntas, achar uma razão pra tudo isso, e correr atrás das minhas respostas. E eu sei, eu sinto, enquanto esse fantasma me assombrar, não vai haver motivo para existir.